Artigo que demonstra alguns conceitos sobre clusters, os procedimentos e resultados obtidos na instalação, configuração e testes de um cluster do tipo balanceamento de carga utilizando o Mosix. Também relaciona com este cluster os conceitos de sistemas distribuídos (feito para meu TCC em 2008).
O Mosix pode ser configurado por um utilitário de configuração em modo texto.
O utilitário foi acessado com o comando mosconf no terminal. Ele exibe as várias opções de configuração do Mosix, conforme figura abaixo:
Na primeira opção configura-se quais nodos estão no cluster, adicionando novos nodos ou removendo.
A segunda faz referência à segurança, onde é fornecida uma senha de acesso aos nodos, para evitar o acesso indevido por outros meios que não sejam o Mosix.
A opção três é responsável pela numeração lógica do cluster ou mapeamento, onde é criada uma regra de numeração para a identificação de cada nodo na rede.
No item de número quatro existe a opção de indicar um nodo do cluster para gerenciar as tarefas, e mais configurações a respeito de gerenciamento de processos.
O quinto são as políticas de congelamento, caso algum processo tenha que ser interrompido antes do seu termino essas políticas serão responsáveis para a retomada do processo de onde ele parou.
A sexta opção é onde são configuradas várias opções, como a velocidade do processador, IP associado ao nodo, logs para chamadas de processos do cluster e reserva de espaço em disco para uso dos processos privados do cluster.
A sétima opção é a configuração do nodo para participar de uma grade organizacional de clusters, onde ele pode fazer parte de outros clusters em outras localidades.
Todas as configurações feitas pelo utilitário são automaticamente aplicadas ao nodo.
Pode-se também configurar ou alterar a configuração do Mosix diretamente em seus arquivos de configuração, onde os mais importantes são:
mosix.map - onde se trata da lista dos nodos do cluster;
mosip - o endereço IP usado pelo Mosix;
features - indica as características do nodo;
secret - arquivo que guarda a senha de acesso ao cluster;
ecsecret - senha para autenticação de clientes de serviço batch;
essecret - senha para autenticação se servidor de serviços batch;
freeze.conf - configuração de políticas de congelamento de processos;
queue.conf - indica o gerenciador de fila de processos padrão;
userview.map - indicação lógica dos nodos para serem exibidos no aplicativo monitor.
Após qualquer modificação em algum dos arquivos de configuração deve ser executado o comando "setpe" para aplicar as modificações ao nodo.
[7] Comentário enviado por marcioyshimoda em 05/08/2009 - 09:20h
Ah sim, o openMosix foi o projeto da qual estive estudando há um tempo atrás.
Para fins de comparação quanto ao tempo de compilação do kernel, qual foi a configuração do cluster citado no artigo?
[8] Comentário enviado por rodrigo8819 em 05/08/2009 - 10:40h
Você acha essas informações no artigo na parte Nodos e Rede
Mas vai ai!
Para a montagem deste cluster foram utilizados três nodos, cada um com memória RAM de 512MB, Hard Disk de 80GB, processador Pentium IV de 3.40GHz e placa ethernet 10/100Mbps.
[9] Comentário enviado por thiago_dias em 18/08/2009 - 14:43h
Existe algum nodo central onde só ele migra os processos ou todos os nodos da rede podem migrar? pois no meu teste a maquina 1 migra para a 2 , mais a 2 não migra pra 1. é normal isso? tem como eu definir para a maquina 2 migrar para a 1 também?
[10] Comentário enviado por rodrigo8819 em 20/08/2009 - 18:56h
Todos os nodos são iguais, qualquer um migra pra qualquer um. Deve ter algum erro na conf da máquina 2. Neste tipo de cluster não existe nodo controlador, o gerenciamento não é centralizado.
[13] Comentário enviado por thiago_dias em 01/10/2009 - 14:18h
cmagnum, o mosix não está desatualizado.
o projeto que esta desatualizado, pois foi descontinuado é o openmosix.
o mosix tem patch para as versões mais recentes do kernel.
dê uma conferida no site do projeto: www.mosix.com
[15] Comentário enviado por reinaldoef em 23/01/2010 - 02:40h
Rodrigo, gostaria de saber como fica o processamento de uma renderização do Blender com este cluster, pois preciso montar um cluster para renderizar animações em blender.
[18] Comentário enviado por rodrigocontrib em 27/06/2010 - 19:08h
Quanto da um Cluster de 100 K-62 500 500Mhz
50Ghz -> Isso é processamento a dar com pau...
Acredito que o unico problema de usar tal tecnologia é a quantidade de energia,espaço e mão de obra gasta...mas devemos pensar nisso como uma alternativa de reciclagem.
Cluster para o Google de Pcs reciclaveis, tem que ter muito alcool isopropilico.
[19] Comentário enviado por joelpolese em 05/07/2010 - 14:38h
OOpa!!
sou iniciante em Linux e meu TC vai ser em cima do gerenciamento e monitoramento de cluster linux Debian...
Não encontrei algum "tutorialzinho" sobre implementação de cluster de alto desempenho (vou rodar uma aplicação paralela e testar)
Se alguem puder ajudar, agradeço!
[22] Comentário enviado por renato_pacheco em 05/01/2011 - 13:27h
Rodrigo, eu não entendi: o mosix deve ser instalado em todas as 3 máquinas com a msm versão do Debian Etch (q foi usado no seu TCC)? Todos ficam com o msm IP? Esse assunto é muito novo pra mim...
[23] Comentário enviado por rodrigo8819 em 05/01/2011 - 13:39h
Você não precisa ficar preso a versão do linux nem a distros, basta fazer os passos de acordo com cada distro que for utilizar. Para isso terá de ver os métodos disponíveis para a distro que escolher, por exemplo a criação do pacote .deb do kernel compilado com o mosix não se aplica a derivados de red hat que utilizarão pacotes rpm.
Quando a rede, os nodos do cluster utilizarão a mesma rede (ou classe de IP) mas não o mesmo IP.
Aconselho que utilize versões parecidas do artigo, levando em conta que você relatou que é novo no assunto, assim quando já estiver mais familiarizado com o assunto faça em alguma outra distro de sua preferência.