
cizordj
(usa Debian)
Enviado em 10/01/2026 - 08:03h
Por isso é interessante o desenvolvedor implementar telemetrias ou easter eggs no software livre para:
1. Ele saber que o software está sendo usado por alguma empresa
2. Ter como provar judicialmente que aquele código é dele
3. Coletar provas do infringimento da licença
Na teoria é bonito você ver as licenças e como funcionam as suas aplicações, mas na prática, eu já trabalhei com empresas que não estão nem aí pra licença do software. Na cabeça delas: se está na internet pode usar, sendo que, um software pode ter o código aberto e não permitir reutilização.
Quando você publica um código-fonte em algum lugar como no GitHub e o seu projeto não tem nenhuma licença, o que vigora são os direitos autorais do autor, ou seja, você não pode simplesmente usar, redistribuir e modificar aquele projeto sem o consentimento do autor (o que vai contra o senso comum das empresas).
Eu percebo que falta muita maldade na galera que desenvolve software livre, eles não pensam em termos comerciais ou jurídicos, fazem software por hobby e por isso as empresas se aproveitam da inocência deles. Você pode reparar, quando alguém infringe alguma propriedade intelectual de alguma empresa, ele acionam o jurídico e os advogados vêm com os 4 pés no peito para te atacar, já os desenvolvedores em si não têm essa maldade e sequer sonham que seus códigos estão sendo usados para treinar IAs ou sendo usado por empresas sem seu consentimento.
Vide o caso do Instagrabber, um cliente de Instagram para Android totalmente livre. Eu usava esse APP e acompanhava todas as releases até que um dia os desenvolvedores tiveram que parar de desenvolver porque tomaram um DMCA Takedown da Meta, no Takedown os advogados deram 48 horas para eles fecharem todos os pull requests, pararem os commits e pararem de distribuir os APKs. Caso eles não cumprissem eles seriam processados por “roubo de dados” e por mais que o aplicativo não infringia nenhum direito autoral, os dados ainda eram de propriedade da Meta.