[Matemática] o que seria algo mais poderoso do que uma função? [RESOLVIDO]

1. [Matemática] o que seria algo mais poderoso do que uma função? [RESOLVIDO]

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 25/02/2026 - 11:05h

Olá pessoas calculeiras que são pauleiras em matemática!

Tava pensando aqui, existe algo em matemática que seja superior a funções? Poderoso eu me refiro a capacidade de representar números. Tipo, funções recebem entradas e retorna uma única saída numérica por entrada, mas existe algo em math que seja superior a funções ou seja, retorne valores que nenhuma função seria capaz de retornar e que por si só não seja uma função? Ou funções já são o limite e não existe nada além?

Se existe tal coisa, provavelmente é uma coisa pra lá de complexa, ou não?

Alguém pode dizer algo a respeito?

Grato.

Notas: perguntei ao gemini e ele quebrou numa parte da resposta, aqui apareceu que deu erro na saída da IA hahaha

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2. MELHOR RESPOSTA

Buckminster
Buckminster

(usa Void Linux)

Enviado em 25/02/2026 - 11:27h

Char GPT:
"A resposta curta é:

Não existe nada “mais poderoso” que funções no sentido de representação matemática.
Porque qualquer coisa que associe entradas a saídas já é, por definição, uma função (em algum nível mais geral).

Porém:
Existe algo além de funções?
Depende do que você quer dizer com “além”.

(A) Relações — mais gerais que funções
Uma relação pode associar uma entrada a vários valores diferentes sem precisar escolher um único.
Mas isso não é “mais poderoso” — é apenas menos restritivo.

(B) Funcionais — funções que recebem funções
Na análise funcional, existe algo chamado:
Funcional
Um funcional é uma função cujo argumento é outra função.
Isso já entra em níveis mais abstratos.

(C) Operadores
Na física matemática e análise funcional existem operadores que agem em espaços infinitos.
Mas ainda são funções entre espaços.

(D) Teoria das Categorias (nível ultra abstrato)
Aqui a coisa começa a ficar interessante.
Na Teoria das Categorias, o conceito central não é número, nem função — mas morfismos.
Mas adivinha?
Funções são exemplos de morfismos.
Ou seja, mesmo no nível mais abstrato conhecido:
funções continuam sendo a estrutura central.

Algo que nenhuma função pode retornar?

Agora vem a parte profunda.
Você pode perguntar:
Existe algo que nenhuma função consiga produzir?

Sim — objetos não computáveis.

Por exemplo:
Existem números reais que nenhuma função computável consegue gerar.
Existem conjuntos não definíveis.
Isso é estudado na Teoria da Computabilidade.

Mas perceba:
isso não é porque funções são fracas —
é porque estamos limitando a funções computáveis.

Se você permitir funções puramente matemáticas (não necessariamente computáveis), então:
Qualquer correspondência bem definida já é uma função.

Existe algo mais poderoso que funções?
Dentro da matemática clássica:
Não. Função é o conceito máximo de associação estruturada.
Se algo associa coisas a outras coisas de forma bem definida,
ele já é uma função.

A parte realmente profunda
Agora vem a parte filosófica.

Na lógica matemática existem coisas como:
Conjuntos não construtíveis
Números não definíveis
Objetos independentes dos axiomas (tipo na teoria de conjuntos)
Por exemplo, na teoria de conjuntos baseada em Zermelo-Fraenkel set theory com o Axioma da Escolha, existem objetos cuja existência é garantida mas que não podem ser explicitamente descritos.

Isso já começa a entrar numa zona onde:
A matemática permite existência sem construção.
Mas mesmo aí, se algo associa entradas a saídas,
continua sendo função.

Conclusão forte
Funções não são uma ferramenta.
Elas são o limite estrutural da ideia de correspondência na matemática.

Se algo:
Recebe entrada
Produz saída
Está bem definido
Então é uma função (mesmo que extremamente abstrata).

Resposta final para sua pergunta
Existe algo superior às funções na capacidade de representar números?

Não.

Mas existe:
Funções mais abstratas
Funções entre objetos infinitos
Funções não computáveis
Estruturas mais gerais como relações
Níveis mais abstratos como categorias
Porém nada que ultrapasse o conceito de função como estrutura fundamental."


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3. MELHOR RESPOSTA

Buckminster
Buckminster

(usa Void Linux)

Enviado em 25/02/2026 - 11:35h

Continuando...

Daí perguntei:
Dê-me um exemplo de números reais que nenhuma função computável consegue gerar.

Resposta:
Agora você fez uma pergunta profundamente interessante
Vamos direto ao ponto:

Existem números reais que nenhuma função computável consegue gerar.
E não são poucos - são "quase todos".

O que é um número real computável?
Um número real
x
x é computável se existir um algoritmo que:
receba
n
n
devolva o n-ésimo dígito decimal (ou uma aproximação com erro <= 10 elevado na -n)

Exemplos de números computáveis:
12
2
1

2
2

pi
pi

e
e

Todos podem ser aproximados por algoritmos.

O fato chocante

O conjunto de:
Funções computáveis - é enumerável
Números reais - é não enumerável

Isso foi provado por Georg Cantor usando o argumento diagonal.

Logo:
Existem infinitamente mais números reais do que funções computáveis.

Portanto:
A maioria esmagadora dos números reais não é computável.

Exemplo concreto: o número diagonal de Cantor (versão computável)

Vamos construir explicitamente um número real que nenhuma função computável gera.

Passo 1 - Liste todas as funções computáveis

Isso é possível porque elas são enumeráveis:

f1,f2,f3,f4,...
f
1

,f
2

,f
3

,f
4
,...

Cada uma gera um número real:

r1,r2,r3,r4,...
r
1

,r
2

,r
3

,r
4
,...
Passo 2 - Construa um novo número

Defina um número real
R
R tal que:

O n-ésimo dígito de
R
R
seja diferente do n-ésimo dígito de
rn
r
n

Exemplo simples:
Se o dígito for 5, coloque 6.
Se não for 5, coloque 5.

Assim,
R
R:

Difere de
r1
r
1
no 1º dígito
Difere de
r2
r
2
no 2º dígito
Difere de
r3
r
3
no 3º dígito
etc.

Logo:
R
R não está na lista.

Portanto:

Nenhuma função computável gera
R
R.

Esse é um número real não computável.

O mais perturbador

Aqui vem a parte mais filosófica:
Nós provamos que ele existe.
Mas não conseguimos escrevê-lo explicitamente,
porque para isso precisaríamos listar todas as funções computáveis - o que não é efetivamente possível.

Ou seja:
Sabemos que existe.
Sabemos como ele é definido conceitualmente.
Mas não conseguimos calcular seus dígitos.

E piora…

O conjunto dos números computáveis é:
infinito
mas enumerável
O conjunto dos reais é:
infinito
não enumerável

Isso significa que:
A probabilidade de você escolher um número real ao acaso e ele ser computável é 0.

Quase todo número real é impossível de ser gerado por qualquer algoritmo.
Um exemplo ainda mais famoso

Existe um número chamado ômega de Chaitin, definido na teoria da informação algorítmica por Gregory Chaitin.
Ômega representa a probabilidade de um programa aleatório parar.

Ele é:
Bem definido
Um número real específico
Não computável
Contém informação infinita irredutível

Você pode aproximar ômega por baixo,
mas nunca calcular seus dígitos completamente.

Conclusão profunda

Você perguntou por um exemplo.
O exemplo é:
O número real construído por diagonalização sobre todas as funções computáveis.

Ele existe.
É real.
Mas nenhuma função computável consegue produzi-lo.

E mais forte ainda:
A esmagadora maioria dos números reais é assim.


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4. MELHOR RESPOSTA

Buckminster
Buckminster

(usa Void Linux)

Enviado em 25/02/2026 - 12:08h

SamL escreveu:

Caramba Buckminster (2), chatgpt é o cara! Então no caso, a coisa é muito mas muito abstrata e tecnicamente se existisse algo mais poderoso que funções haveria algo mais poderoso a máquina de Turing.

Buckminster, será que isso significa que a matemática em si como a conhecemos tem suas limitações? Me refiro a representar a realidade. Ou seja, haveria um limite do que e o quanto podemos ir longe com a matemática no sentido de definir e classificar coisas em conjuntos? Ou seja, existiriam coisas que não podem estar classificadas como elementos de conjuntos, porém, elas existem como funções não computáveis? Porra, to bugando já hahaha

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Richard Feynman via a matemática, particularmente a matemática pura e axiomática, mais como uma ferramenta inventada pelo ser humano para organizar o pensamento e resolver problemas, enquanto a física estuda fenômenos descobertos na natureza.
Feynman acreditava que, embora a matemática fosse fundamental para descrever o universo, ela não é, em si, uma ciência natural, pois sua validade não depende de experimentos, mas sim da consistência interna de suas regras. Feynman via os matemáticos como criadores de sistemas abstratos (inventores) que não estão restritos à realidade física. Para ele, a matemática era "a parte da física onde os experimentos são baratos".

Albert Einstein via a matemática como uma criação da mente humana (inventada) usada para modelar a realidade, afirmando que, na medida em que as leis matemáticas se referem à realidade, elas não são certas, e quando são certas, não se referem à realidade. Para ele, o pensamento puro pode captar a realidade física, mas a matemática serve como uma ferramenta "poética" e descritiva.
Einstein sempre disse que "a imaginação é mais poderosa do que o saber".

Tanto em matemática quanto em Física existem os conceitos de Grandeza e Medida da Grandeza, por exemplo, Grandeza é "distância", "espaço", "comprimento" e, as clássicas "altura, largura e profundidade" (as três dimensões). Sendo que dependem do ponto de vista, pois o comprimento pode ser a profundidade, dependendo de onde se observa o objeto.
Podemos medir a distância, por exemplo, de várias formas: em metros, em polegadas, a palmo, em cúbitos, a olho, etc, isso são as Medidas da Grandeza chamada Distância.
Entre eu e você tem uma determinada distância em linha reta, porém, se medirmos em curva teremos outra medida da distância e as duas estariam certas.
Agora, para medirmos o espaço entre dois objetos teríamos de calcular tudo para cima, para baixo e para os lados até o infinito entre esses dois objetos.
Aí entra a matemática para delimitar esse "espaço" para que ele possa ser calculável como, por exemplo, num determinado tubo ou uma caixa ou um cubo, etc, e essas delimitações seriam formadas por algum limite (regra) partindo-se dos objetos, por exemplo, caso fosse entre duas pessoas o espaço poderia ser delimitado pelos limites dos braços abertos dessas duas pessoas e as alturas delas porque senão o espaço entre elas torna-se conceituável, mas incalculável, porém, a realidade é que esse espaço é conceitualmente calculável, mas por ser infinito torna-se incalculável na realidade·
Um outro exemplo é Pi, já se chegou a 34 trilhões de casas, mas por ser infinito provavelmente nunca se chegará ao fim.
É a mesma qcoisa que se tomarmos um número qualquer e dividirmos (ou multiplicarmos) sempre por outro número qualquer e assim formos, nunca chegaremos em zero, iremos até o infinito nessa conta.

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5. Re: [Matemática] o que seria algo mais poderoso do que uma função? [RESOLVIDO]

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 25/02/2026 - 11:37h

Caramba Buckminster (2), chatgpt é o cara! Então no caso, a coisa é muito mas muito abstrata e tecnicamente se existisse algo mais poderoso que funções haveria algo mais poderoso a máquina de Turing.

Buckminster, será que isso significa que a matemática em si como a conhecemos tem suas limitações? Me refiro a representar a realidade. Ou seja, haveria um limite do que e o quanto podemos ir longe com a matemática no sentido de definir e classificar coisas em conjuntos? Ou seja, existiriam coisas que não podem estar classificadas como elementos de conjuntos, porém, elas existem como funções não computáveis? Porra, to bugando já hahaha

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6. Re: [Matemática] o que seria algo mais poderoso do que uma função? [RESOLVIDO]

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 25/02/2026 - 12:19h


Buckminster escreveu:

SamL escreveu:

Caramba Buckminster (2), chatgpt é o cara! Então no caso, a coisa é muito mas muito abstrata e tecnicamente se existisse algo mais poderoso que funções haveria algo mais poderoso a máquina de Turing.

Buckminster, será que isso significa que a matemática em si como a conhecemos tem suas limitações? Me refiro a representar a realidade. Ou seja, haveria um limite do que e o quanto podemos ir longe com a matemática no sentido de definir e classificar coisas em conjuntos? Ou seja, existiriam coisas que não podem estar classificadas como elementos de conjuntos, porém, elas existem como funções não computáveis? Porra, to bugando já hahaha

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Richard Feynman via a matemática, particularmente a matemática pura e axiomática, mais como uma ferramenta inventada pelo ser humano para organizar o pensamento e resolver problemas, enquanto a física estuda fenômenos descobertos na natureza.
Feynman acreditava que, embora a matemática fosse fundamental para descrever o universo, ela não é, em si, uma ciência natural, pois sua validade não depende de experimentos, mas sim da consistência interna de suas regras. Feynman via os matemáticos como criadores de sistemas abstratos (inventores) que não estão restritos à realidade física. Para ele, a matemática era "a parte da física onde os experimentos são baratos".

Albert Einstein via a matemática como uma criação da mente humana (inventada) usada para modelar a realidade, afirmando que, na medida em que as leis matemáticas se referem à realidade, elas não são certas, e quando são certas, não se referem à realidade. Para ele, o pensamento puro pode captar a realidade física, mas a matemática serve como uma ferramenta "poética" e descritiva.
Einstein sempre disse que "a imaginação é mais poderosa do que o saber".

Tanto em matemática quanto em Física existem os conceitos de Grandeza e Medida da Grandeza, por exemplo, Grandeza é "distância", "espaço", "comprimento" e, as clássicas "altura, largura e profundidade" (as três dimensões). Sendo que dependem do ponto de vista, pois o comprimento pode ser a profundidade, dependendo de onde se observa o objeto.
Podemos medir a distância, por exemplo, de várias formas: em metros, em polegadas, a palmo, em cúbitos, a olho, etc, isso são as Medidas da Grandeza chamada Distância.
Entre eu e você tem uma determinada distância em linha reta, porém, se medirmos em curva teremos outra medida da distância e as duas estariam certas.
Agora, para medirmos o espaço entre dois objetos teríamos de calcular tudo para cima, para baixo e para os lados até o infinito entre esses dois objetos.
Aí entra a matemática para delimitar esse "espaço" para que ele possa ser calculável como, por exemplo, num determinado tubo ou uma caixa ou um cubo, etc, e essas delimitações seriam formadas por alguma medida partindo-se dos objetos, por exemplo, caso fosse entre duas pessoas o espaço poderia ser delimitado pelos limites dos braços abertos dessas duas pessoas e as alturas delas porque senão o espaço entre elas torna-se conceituável, mas incalculável.

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Nossa Buckminster, tu tá no mesmo nível do chatgpt em explicação racional hahaha Gostei de ver! Agora entendi, enquanto matemática em si é algo muito mais abstrato, a física é mais de acordo com o real, digo, a leis de formação na realidade. Porra, nunca tinha visto por esse ângulo. E pensar que as coisas se organizam dessa maneira tão complexas, eu fico é admirado como a realidade se organiza e não entra em colapso, tipo, se não fossem leis bem "ajustadas" a qualquer momento que fosse a terra desapareceria por conta de paradoxos entre os elementos que compõe a matéria. Mas a coisa é tão bem ligada (não tenho palavra pra descrever) que tudo está nos conformes e funcional, sem nem mesmo quebrar.

Obrigado de verdade por essa conversa tão profunda!


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