Como a propaganda afeta você?
Este pequeno artigo trás uma pequena reflexão sobre como o marketing agressivo ou a propaganda tendenciosa pode afetar nossas opiniões e decisões de consumo; e do descarte prematuro de máquinas que ainda podem ser utilizadas.
Parte 2: Obsolescência programada
Em qualquer anúncio de venda de computador nos chama a atenção o poder de processamento dos microprocessadores e da quantidade de memória RAM e do espaço do disco rígido. 300 gigabytes, 500 gigabytes ou mesmo 1 terabyte de espaço já não nos surpreende.
A única dúvida que resta é o que ou com que o sujeito pretende armazenar ou preencher esse espaço todo, que a bem pouco tempo atrás deixaria qualquer um perplexo diante de tanta abundância. Aja filme, música e fotografia!
Eu tenho três computadores em casa, sendo que um deles é considerado um dinossauro para os padrões atuais. Ele tem 40 Gb de disco, 640 Mb de RAM e é um Celeron D315, que está no meu quarto, mas que é a minha central multimídia, onde ouço rádio e vejo TV, pois tenho uma placa de captura e assisto um número seleto de bons filmes em avi. O sistema operacional é o Satux Linux, baseado no Debian, e que possui o kernel 2.6.35 rápido, estável e que caiu como uma luva.
Parece até que foi comprado recentemente devido ao bom estado da máquina e desempenho do Sistema Operacional e sabe porque ele é "perfeito"? Pelo simples fato de atender plenamente as minhas necessidades computacionais, ou seja, eu não preciso de 1 terabyte de HD ou um processador Quad Core para eu me sentir na crista da onda. Não há nada de errado em ter esses padrões. Se de fato você precisa, não tem porque evitá-lo. Mas usar porque todo mundo está usando, além de ser absolutamente desnecessário e se tornar um "Maria vai com as outras", é também virar um fantoche na busca frenética e incansável de desempenho sem objetividade.
Para a industria esse círculo é vicioso e lucrativo, isso explica porque nós somos bombardeados diariamente com propagandas que tentam fazer você se sentir um patinho feio na lagoa ao lado dos cisnes. Eles criam necessidades das quais você nem sabia que tinha e de repente como num passe de mágica o que até então servia, passa a ter uma conotação de velharia, algo ultrapassado e que precisa ser descartado para dar espaço ao novo que também estará velho em um breve período de tempo.
Seja qual for o seu ponto de vista a respeito disso, não há como negar a obsolescência programada que a indústria nos impõe e que muitos de nós acaba sem perceber, fazendo parte desta corrida frenética sem linha de chegada.
Até mesmo observamos essa tendência com o kernel e algumas distribuições do Linux. Se por um lado isso acaba nos beneficiando por disponibilizarem recursos mais rapidamente que o outro sistema operacional, também nos causa uma sensação de que o que estou usando é "velho" e preciso instalar o "novo", quando na realidade isso não necessariamente precisa ser assim.
Mal instalei o Lucid em meu notebook e o Maverick deu ar de sua graça. Daqui a cinco meses o Lucid vai parecer que é um vovô da família Ubuntu, e olha que o seu lançamento não faz tanto tempo assim. Isso é apenas um exemplo simples e até soa ingênuo, pois não vou mudar o mundo como um todo, mas posso mudar o meu mundo e transformá-lo naquilo em que acredito que é o melhor para mim e para os meus semelhantes, ao menos os mais próximos ou íntimos.
Precisamos ter um olhar mais crítico, não do tipo rebelde sem causa, mas de seres humanos pensantes e inteligentes. Nós não só podemos como devemos minimizar os efeitos nocivos desse rolo compressor chamado atualmente de "Era da informação" e nos voltarmos para a uma "Era da humanização" e nos tornarmos menos dependentes dessas maravilhosas máquinas para não corrermos o risco de, ao invés de seres humanos, nos tornamos meros robôs, programados para sempre dizer sim e certamente não queremos isso.
Por outro lado não queremos estagnação, assim o equilíbrio e bom senso e um olhar mais crítico pode nos ajudar a decidir o que é de fato novo e o que é realmente velho, o que é útil e o que é totalmente desprezível.
Lúcio M.V.Silva
A única dúvida que resta é o que ou com que o sujeito pretende armazenar ou preencher esse espaço todo, que a bem pouco tempo atrás deixaria qualquer um perplexo diante de tanta abundância. Aja filme, música e fotografia!
Eu tenho três computadores em casa, sendo que um deles é considerado um dinossauro para os padrões atuais. Ele tem 40 Gb de disco, 640 Mb de RAM e é um Celeron D315, que está no meu quarto, mas que é a minha central multimídia, onde ouço rádio e vejo TV, pois tenho uma placa de captura e assisto um número seleto de bons filmes em avi. O sistema operacional é o Satux Linux, baseado no Debian, e que possui o kernel 2.6.35 rápido, estável e que caiu como uma luva.
Parece até que foi comprado recentemente devido ao bom estado da máquina e desempenho do Sistema Operacional e sabe porque ele é "perfeito"? Pelo simples fato de atender plenamente as minhas necessidades computacionais, ou seja, eu não preciso de 1 terabyte de HD ou um processador Quad Core para eu me sentir na crista da onda. Não há nada de errado em ter esses padrões. Se de fato você precisa, não tem porque evitá-lo. Mas usar porque todo mundo está usando, além de ser absolutamente desnecessário e se tornar um "Maria vai com as outras", é também virar um fantoche na busca frenética e incansável de desempenho sem objetividade.
Para a industria esse círculo é vicioso e lucrativo, isso explica porque nós somos bombardeados diariamente com propagandas que tentam fazer você se sentir um patinho feio na lagoa ao lado dos cisnes. Eles criam necessidades das quais você nem sabia que tinha e de repente como num passe de mágica o que até então servia, passa a ter uma conotação de velharia, algo ultrapassado e que precisa ser descartado para dar espaço ao novo que também estará velho em um breve período de tempo.
Seja qual for o seu ponto de vista a respeito disso, não há como negar a obsolescência programada que a indústria nos impõe e que muitos de nós acaba sem perceber, fazendo parte desta corrida frenética sem linha de chegada.
Até mesmo observamos essa tendência com o kernel e algumas distribuições do Linux. Se por um lado isso acaba nos beneficiando por disponibilizarem recursos mais rapidamente que o outro sistema operacional, também nos causa uma sensação de que o que estou usando é "velho" e preciso instalar o "novo", quando na realidade isso não necessariamente precisa ser assim.
Mal instalei o Lucid em meu notebook e o Maverick deu ar de sua graça. Daqui a cinco meses o Lucid vai parecer que é um vovô da família Ubuntu, e olha que o seu lançamento não faz tanto tempo assim. Isso é apenas um exemplo simples e até soa ingênuo, pois não vou mudar o mundo como um todo, mas posso mudar o meu mundo e transformá-lo naquilo em que acredito que é o melhor para mim e para os meus semelhantes, ao menos os mais próximos ou íntimos.
Precisamos ter um olhar mais crítico, não do tipo rebelde sem causa, mas de seres humanos pensantes e inteligentes. Nós não só podemos como devemos minimizar os efeitos nocivos desse rolo compressor chamado atualmente de "Era da informação" e nos voltarmos para a uma "Era da humanização" e nos tornarmos menos dependentes dessas maravilhosas máquinas para não corrermos o risco de, ao invés de seres humanos, nos tornamos meros robôs, programados para sempre dizer sim e certamente não queremos isso.
Por outro lado não queremos estagnação, assim o equilíbrio e bom senso e um olhar mais crítico pode nos ajudar a decidir o que é de fato novo e o que é realmente velho, o que é útil e o que é totalmente desprezível.
Lúcio M.V.Silva
Quanto daquela coisa que você tanto se orgulha e chama de consciência brotou do seu cérebro?, ou do seu experimento? ou do seu pensamento?
Quantas coisas você pensa que pensa que são genuinamente suas idéias?,............ e isso inclui seus preciosos valores e crenças, e coisas sagradas.
Pensaram por nós, pensam por nós, pensarão por nós..... cosi sia...
Faça uma lista de tudo que você sabe (ou acha que sabe), analise uma a uma e verifique se algum dia você aprendeu algo não permitido, não autorizado, não
ministrado....