Instalação e configuração do AUTO97
Este artigo aborda todo o processo de instalação, compilação e configuração do software AUTO97, um programa antigo, mas ainda muito usado em ambientes acadêmicos para resolução de problemas de continuidade e bifurcação em Equações Diferenciais Ordinárias.
Parte 3: Preparação do sistema e compilação
Este é o passo mais importante no processo para que o AUTO possa
finalmente ser usado, pois como dito anteriormente, sua configuração,
apesar de simples, possui várias armadilhas que farão um usuário
despreparado perder várias horas de trabalho até que descubra o
"detalhe crucial" que impedia sua execução.
Sendo o AUTO um software acadêmico, não é de surpreender que seja escrito em FORTRAN. Dessa forma os primeiros itens mandatórios serão, naturalmente:
Um aviso importante é que estes pacotes podem ser encontrados em vários outros nomes, dependendo da distribuição Linux onde o AUTO esteja sendo instalado. Alguns exemplos são:
A instalação destes pacotes pode ser feita rapidamente se os CD's de instalação do sistema operacional estiverem disponíveis ou através de repositórios de pacotes disponíveis na Internet, através da ferramenta apt, se a distribuição for "apt-enabled" (perceba que é necessário acesso administrativo - root - para realizar as próximas operações):
# apt-get install gcc glibc-devel gcc-g77
Sendo o AUTO um software antigo, ele não é muito flexível em suas exigência. Logo, em alguns casos onde o compilador de FORTRAN é chamado através do comando "g77", é necessário uma pequena adição, já que é esperado encontrar um f77: criaremos um link simbólico de f77 para g77, de forma que quando o AUTO solicitar o compilador o link, redirecione-o para o destino correto. O procedimento (ainda como root) é o seguinte:
# ln -s /usr/bin/g77 /usr/bin/f77
O resultado final deve ficar como abaixo:
# ls -l /usr/bin/f77
As linhas a serem modificadas podem diferir dos exemplos, mas serão basicamente como se seguem abaixo.
Um exemplo de modificações a um .bash_profile genérico está abaixo.
Antes:
Sendo o AUTO um software acadêmico, não é de surpreender que seja escrito em FORTRAN. Dessa forma os primeiros itens mandatórios serão, naturalmente:
- gcc - GNU Cross Compiler: compilador livre com suporte a uma série de linguagens de programação;
- gcc-g77 - Suporte a FORTRAN 77 para o GCC;
- glibc-devel - Bibliotecas e cabeçalhos para o desenvolvimento de programas.
Um aviso importante é que estes pacotes podem ser encontrados em vários outros nomes, dependendo da distribuição Linux onde o AUTO esteja sendo instalado. Alguns exemplos são:
- glibc-dev para o glibc-devel;
- f77, gcc-f77 para o gcc-g77.
A instalação destes pacotes pode ser feita rapidamente se os CD's de instalação do sistema operacional estiverem disponíveis ou através de repositórios de pacotes disponíveis na Internet, através da ferramenta apt, se a distribuição for "apt-enabled" (perceba que é necessário acesso administrativo - root - para realizar as próximas operações):
# apt-get install gcc glibc-devel gcc-g77
Sendo o AUTO um software antigo, ele não é muito flexível em suas exigência. Logo, em alguns casos onde o compilador de FORTRAN é chamado através do comando "g77", é necessário uma pequena adição, já que é esperado encontrar um f77: criaremos um link simbólico de f77 para g77, de forma que quando o AUTO solicitar o compilador o link, redirecione-o para o destino correto. O procedimento (ainda como root) é o seguinte:
# ln -s /usr/bin/g77 /usr/bin/f77
O resultado final deve ficar como abaixo:
# ls -l /usr/bin/f77
lrwxrwxrwx 1 root root 12 Mai 4 12:05 /usr/bin/f77 -> /usr/bin/g77Ainda é necessário um último passo para que o AUTO possa finalmente ser utilizado. Ele requer que algumas variáveis de ambiente estejam setadas, assim como uma modificação no PATH se faz necessária. Ambas as alterações serão feitas no mesmo arquivo, o .bash_profile (note o ponto no início do nome do arquivo), presente no diretório "home" do usuário em questão (/home/usuário). Para fazer as modificações qualquer editor de texto servirá, incluindo o VI/VIm, Emacs ou algo mais amigável como o gEdit ou KEdit.
As linhas a serem modificadas podem diferir dos exemplos, mas serão basicamente como se seguem abaixo.
- Adicione a linha "AUTO_DIR=$HOME/auto/97" antes da definição do PATH;
- Modifique a linha "PATH=$PATH:$HOME/bin" para "PATH=$PATH:$HOME/bin:$AUTO_DIR/bin:$AUTO_DIR/cmds:./.";
- Modifique a linha "export PATH" para "export PATH AUTO_DIR".
Um exemplo de modificações a um .bash_profile genérico está abaixo.
Antes:
# .bash_profile
# Get the aliases and functions
if [ -f ~/.bashrc ]; then
. ~/.bashrc
fi
# User specific environment and startup programs
PATH=$PATH:$HOME/bin
export PATH
unset USERNAME
Depois:
# .bash_profile
# Get the aliases and functions
if [ -f ~/.bashrc ]; then
. ~/.bashrc
fi
# User specific environment and startup programs
AUTO_DIR=$HOME/auto/97
PATH=$PATH:$HOME/bin:$AUTO_DIR/bin:$AUTO_DIR/cmds:./.
export PATH AUTO_DIR
unset USERNAME
# Get the aliases and functions
if [ -f ~/.bashrc ]; then
. ~/.bashrc
fi
# User specific environment and startup programs
AUTO_DIR=$HOME/auto/97
PATH=$PATH:$HOME/bin:$AUTO_DIR/bin:$AUTO_DIR/cmds:./.
export PATH AUTO_DIR
unset USERNAME
Finalmente, efetue logoff e logon outra vez para que as novas configurações possam ser carregadas.
No próximo passo compilaremos o AUTO97 e finalmente plotaremos um diagrama de bifurcação.