Disponibilidade em VOIP (VOIP WIFI POE)
Na implantação de serviços VOIP devemos ter bastante cautela para que a ansiedade não venha a trazer problemas imprevistos, e por consequência causar uma má impressão no público alvo.
Geral
Olá a todos...
Há bastante tempo que atuo na área de redes de computadores e assuntos afins. Mas apenas no último ano e meio que venho me aproximando da área de telefonia, cada vez mais.
Não sei se isto ocorreu também com outros colegas, porém havia uma resistência em se unir as duas áreas. Tal resistência vem sendo vencida graças ao emprego de tecnologias tais como "cabeamento estruturado", "voip", entre outras.
Mas agora indo ao FOCO do tópico, quando se fala de telefonia convencional, estamos falando em no mínimo três casas de nove de disponibilidade, 99,999% de disponibilidade. "Não, esse cara tá maluco", alguns devem estar falando... Bom, quantas vezes você ou alguém de sua casa já usou o telefone fixo, isso antes mesmo da era dos celulares, para avisar a concessionária de energia elétrica sobre o 'black-out' no bairro causado por uma descarga elétrica ou um raio??? Mesmo sem energia elétrica, você tira o mono fone do gancho e ele faz TUUUUUUU.
Pois é, essa em minha opinião é a maior barreira a ser vencida com relação a adoção em massa do sistema voip. E para tal solução, existem em minha opinião três maneiras de se vencer estes obstáculos, sendo elas:
1. Utilizar o voip apenas como rota de baixo custo para as ligações externas da empresa, mantendo o sistema telefônico tradicional na parte interna da empresa. Tal solução é a mais adotada atualmente, conectando-se alguns troncos do PABX da empresa a ATAs (adaptadores para telefone analógico) conectados a internet.
A grande adoção de tal solução na implementação do uso do VOIP se dá principalmente porque esta é a que mais preserva investimentos já realizados em ativos (equipamentos como central telefônica, telefones, etc) e infraestrutura (cabeamento, proteção, etc), e também a que garante maior disponibilidade com menor investimento.
Porém este não é um meio que se possa considerar como REAL migração em massa, pois os ramais internos ainda são telefonia tradicional e dificilmente você vai encontrar algum responsável da área de TI com coragem (ou loucura) o suficiente para abandonar completamente a telefonia tradicional.
2. Utilizar um IPBX (Central telefônica VOIP) e aparelhos telefônicos VOIP, sendo estes aparelhos dotados da tecnologia POE (Power Over Ethernet) ou aparelhos WIFI dotados de baterias aonde haveria uma celularização na cobertura do sinal WIFI no ambiente da empresa.
Ou melhor ainda, um mix de aparelhos VOIP fixos, e WIFI. O grande problema enfrentado nessa solução é o alto custo, pois apesar de haver a possibilidade de se implementar uma central telefônica VOIP usando open source (asterisk), o custo de um aparelho VOIP estimado em R$ 250,00 é muito elevado quando comparado aos R$ 40,00 com que se pode adquirir um aparelho telefônico tradicional de qualidade.
E isso fica ainda mais evidente quando se fala e aparelhos sem fio, pois um telefone sem fio tradicional pode ser adquirido por R$ 120,00, enquanto um telefone WIFI VOIP pode custar algo próximo dos R$ 850,00. É lógico que existe a conveniência de poder se locomover de um ponto de acesso WIFI para outro, o que já não é possível no caso telefone sem fio e sua base. E essa diferença se agrava mais ainda quando falando do Power Over Ethernet, pois telefones IP ficam ainda mais caros quando dispõem de tal funcionalidade e os switchs POE custam pelo menos o dobro de switchs normais, falando de R$ 2.500,00 para R$ 5.000,00, sendo assim a tecnologia POE quase se torna inviável se ainda consideramos que esta tecnologia tem ainda algumas limitações.
Agora façamos umas continhas: uma empresa com 50 ramais fixos e 10 ramais sem fio geraria uma diferença de implantação de {(50*250,00)+(10*850,00)}-{(50*40,00)+(10*120,00)} => {21000,00}-{3200,00}=R$ 17.800,00.
3. Unir as duas soluções acima citadas utilizando-se um IPBX e conversores analógicos para ramais internos, providenciando-se bons sistemas de no-breaks tanto para o IPBX quanto para os ativos da rede (switch, hubs, etc) e os pontos de acesso WIFI. Utilizando-se ramais IP Fixos apenas em pontos estratégicos e adotando o uso de softphones nas WA (work áreas - áreas de trabalho) para reduzir custos na implantação, ainda mantendo a segurança de pelo menos um telefone convencional por ambiente.
Mesclar as soluções não significa que o custo de implantação ficará tão barato quanto na telefonia convencional e não significa que a solução terá a mesma disponibilidade.
É lógico que se faz necessário um estudo e projeto de cada ambiente para poder decidir qual ambiente exige que tecnologia e considerar a necessidade de disponibilidade de cada um, pois é claro que o centro cirúrgico de um hospital é muito diferente de um escritório de advocacia e com boas escolhas esta pode se tornar a melhor opção dentre as soluções existentes.
Outro aspecto interessante a se abordar é que em qualquer uma das soluções o emprego de cabeamento estruturado é quase imprescindível, tendo em vista as perspectivas da migração integral para VOIP e investimentos em tecnologias que serão desprezadas no futuro tornam-se inviáveis.
Há bastante tempo que atuo na área de redes de computadores e assuntos afins. Mas apenas no último ano e meio que venho me aproximando da área de telefonia, cada vez mais.
Não sei se isto ocorreu também com outros colegas, porém havia uma resistência em se unir as duas áreas. Tal resistência vem sendo vencida graças ao emprego de tecnologias tais como "cabeamento estruturado", "voip", entre outras.
Mas agora indo ao FOCO do tópico, quando se fala de telefonia convencional, estamos falando em no mínimo três casas de nove de disponibilidade, 99,999% de disponibilidade. "Não, esse cara tá maluco", alguns devem estar falando... Bom, quantas vezes você ou alguém de sua casa já usou o telefone fixo, isso antes mesmo da era dos celulares, para avisar a concessionária de energia elétrica sobre o 'black-out' no bairro causado por uma descarga elétrica ou um raio??? Mesmo sem energia elétrica, você tira o mono fone do gancho e ele faz TUUUUUUU.
Pois é, essa em minha opinião é a maior barreira a ser vencida com relação a adoção em massa do sistema voip. E para tal solução, existem em minha opinião três maneiras de se vencer estes obstáculos, sendo elas:
1. Utilizar o voip apenas como rota de baixo custo para as ligações externas da empresa, mantendo o sistema telefônico tradicional na parte interna da empresa. Tal solução é a mais adotada atualmente, conectando-se alguns troncos do PABX da empresa a ATAs (adaptadores para telefone analógico) conectados a internet.
A grande adoção de tal solução na implementação do uso do VOIP se dá principalmente porque esta é a que mais preserva investimentos já realizados em ativos (equipamentos como central telefônica, telefones, etc) e infraestrutura (cabeamento, proteção, etc), e também a que garante maior disponibilidade com menor investimento.
Porém este não é um meio que se possa considerar como REAL migração em massa, pois os ramais internos ainda são telefonia tradicional e dificilmente você vai encontrar algum responsável da área de TI com coragem (ou loucura) o suficiente para abandonar completamente a telefonia tradicional.
2. Utilizar um IPBX (Central telefônica VOIP) e aparelhos telefônicos VOIP, sendo estes aparelhos dotados da tecnologia POE (Power Over Ethernet) ou aparelhos WIFI dotados de baterias aonde haveria uma celularização na cobertura do sinal WIFI no ambiente da empresa.
Ou melhor ainda, um mix de aparelhos VOIP fixos, e WIFI. O grande problema enfrentado nessa solução é o alto custo, pois apesar de haver a possibilidade de se implementar uma central telefônica VOIP usando open source (asterisk), o custo de um aparelho VOIP estimado em R$ 250,00 é muito elevado quando comparado aos R$ 40,00 com que se pode adquirir um aparelho telefônico tradicional de qualidade.
E isso fica ainda mais evidente quando se fala e aparelhos sem fio, pois um telefone sem fio tradicional pode ser adquirido por R$ 120,00, enquanto um telefone WIFI VOIP pode custar algo próximo dos R$ 850,00. É lógico que existe a conveniência de poder se locomover de um ponto de acesso WIFI para outro, o que já não é possível no caso telefone sem fio e sua base. E essa diferença se agrava mais ainda quando falando do Power Over Ethernet, pois telefones IP ficam ainda mais caros quando dispõem de tal funcionalidade e os switchs POE custam pelo menos o dobro de switchs normais, falando de R$ 2.500,00 para R$ 5.000,00, sendo assim a tecnologia POE quase se torna inviável se ainda consideramos que esta tecnologia tem ainda algumas limitações.
Agora façamos umas continhas: uma empresa com 50 ramais fixos e 10 ramais sem fio geraria uma diferença de implantação de {(50*250,00)+(10*850,00)}-{(50*40,00)+(10*120,00)} => {21000,00}-{3200,00}=R$ 17.800,00.
3. Unir as duas soluções acima citadas utilizando-se um IPBX e conversores analógicos para ramais internos, providenciando-se bons sistemas de no-breaks tanto para o IPBX quanto para os ativos da rede (switch, hubs, etc) e os pontos de acesso WIFI. Utilizando-se ramais IP Fixos apenas em pontos estratégicos e adotando o uso de softphones nas WA (work áreas - áreas de trabalho) para reduzir custos na implantação, ainda mantendo a segurança de pelo menos um telefone convencional por ambiente.
Mesclar as soluções não significa que o custo de implantação ficará tão barato quanto na telefonia convencional e não significa que a solução terá a mesma disponibilidade.
É lógico que se faz necessário um estudo e projeto de cada ambiente para poder decidir qual ambiente exige que tecnologia e considerar a necessidade de disponibilidade de cada um, pois é claro que o centro cirúrgico de um hospital é muito diferente de um escritório de advocacia e com boas escolhas esta pode se tornar a melhor opção dentre as soluções existentes.
Outro aspecto interessante a se abordar é que em qualquer uma das soluções o emprego de cabeamento estruturado é quase imprescindível, tendo em vista as perspectivas da migração integral para VOIP e investimentos em tecnologias que serão desprezadas no futuro tornam-se inviáveis.