Enviado em 25/06/2020 - 12:41h
bilufe escreveu:
Faz um teste? Pega a sources.list do Linux Mint e remova todas as referências aos repositórios do Ubuntu, depois simplesmente use o Synaptic para identificar os pacotes que não estão em nenhum repositório (você eliminou os repositórios do Ubuntu) e desinstale-os pois vieram diretamente do Ubuntu. O que sobra?
Ai, mas o Linux Mint tem um atualizador, uma loja própria, um clone do gedit, o warpinator, uma ferramenta de backup, uma ferramenta de snapshot, ícones. Ué, não era possível oferecer esses softwares para outras distribuições? Só existem esses aplicativos que fazem essas funções e eles só podem ser obtidos no Linux Mint?
O fato de ter alguns aplicativos próprios não transforma o Linux Mint em um projeto sério.
Digamos que a Canonical decida deixar de empacotar software que já estão disponíveis em snap, ou ainda cada vez mais empacotar snaps e deixar o APT de lado, o Linux Mint com base no Ubuntu morre no mesmo momento em que a Canonical toma essa decisão.
Todos aqui sabem que o Linux Mint padrão é baseado no Ubuntu e que o Ubuntu é baseado no Debian (e inclusive ainda depende dele). Não vejo nenhum problema nisso. O Ubuntu surgiu da mesma forma, sendo extremamente dependente e "sugando" o Debian. Hoje o Ubuntu é mais independente, mas nada impossibilita o Mint de fazer o mesmo, ou quem sabe, largar o Ubuntu como base. É por isso que o Mint tem uma versão baseada no Debian a pelo menos 10 anos. Essa é uma versão alternativa, um plano B, caso o Ubuntu mude totalmente o caminho (e é o que está acontecendo neste momento).Faz um teste? Pega a sources.list do Linux Mint e remova todas as referências aos repositórios do Ubuntu, depois simplesmente use o Synaptic para identificar os pacotes que não estão em nenhum repositório (você eliminou os repositórios do Ubuntu) e desinstale-os pois vieram diretamente do Ubuntu. O que sobra?
Ai, mas o Linux Mint tem um atualizador, uma loja própria, um clone do gedit, o warpinator, uma ferramenta de backup, uma ferramenta de snapshot, ícones. Ué, não era possível oferecer esses softwares para outras distribuições? Só existem esses aplicativos que fazem essas funções e eles só podem ser obtidos no Linux Mint?
O fato de ter alguns aplicativos próprios não transforma o Linux Mint em um projeto sério.
Digamos que a Canonical decida deixar de empacotar software que já estão disponíveis em snap, ou ainda cada vez mais empacotar snaps e deixar o APT de lado, o Linux Mint com base no Ubuntu morre no mesmo momento em que a Canonical toma essa decisão.
A questão não é poder oferecer tais ferramentas em outras distros, a questão é você olhar para o "pacote todo". O Mint representa alguma das experiências em desktop mais completas out-of-the-box, isto é, prontas para uso. Quantos outros sistemas operacionais, ambientes de desktop e distribuições Linux podem oferecer a mesma combinação de ajuste, acabamento, polimento, funcionalidade, aplicações escolhidas a dedo e tudo mais? Pois é... Quantos outros projetos têm um conjunto de ferramentas personalizadas que realmente fazem sentido e agregam valor à área de trabalho de uma forma geral?
O fato de ter alguns aplicativos próprios demonstra que o Linux Mint é muito mais que uma simples distro de garagem (ou como chamam, refisefuqui), que tem certa independência. Demonstra que o projeto cria coisas e tem algo a oferecer, tem um diferencial, tem um "ethos". Não é como se fora uma mera cópia do Ubuntu. Inclusive se o fosse, iria ser 100% igual ao Ubuntu e seguir todos seus passos tomados e o impasse em relação aos snaps demonstra o oposto.
Se a Canonical focar apenas em snaps, eles já tem o plano B em mãos, a versão baseada no Debian. Diferente do Ubuntu, o Debian respeita mais os princípios do software livre, além de ter uma base de respeito que inclusive deu origem ao Ubuntu e diversas outras distros aí. A versão baseada no Ubuntu poderá até morrer caso o Ubuntu tome o lado de "100% snap", mas a versão com Debian a substituirá. Será algo similar ao que o deepin fez, antes era baseado no Ubuntu, mas mudou para o Debian e continua a ser uma distro relevante principalmente no oriente.